Uma cidade qualquer


É numa feia cidade de um belo povo que tudo aconteceu.
O feio viajante chegou na feia cidade e avistou a bela moça. Olhou e pensou:
-Bela.
A bela moça notou a presença do viajante e pensou:
-Feio.
O feio viajante se dirigiu à moça e na aproximação dos corpos entreolharam-se os olhos feios e belos.
Os feios disseram:
-Que belos.
Os belos disseram:
-Que feios.
O sorriso de um era belo e do outro feio.
O feio viajante começou a conversar com a bela moça e percebeu que de belo só o corpo. Enquanto a moça reconheceu no viajante o mais feio belo homem que conhecera em seus anos de vida.
A bela moça se apaixonou pelo feio belo viajante. Mas o feio viajante recusou a bela feia.
O corpo feio do viajante desejou o belo corpo da moça. O belo interior do homem sentiu repulsos do feio interior da moça.
O belo corpo da moça ignorou o feio corpo do homem. Já o feio interior da moça se curvou aos belos sentimentos do homem.
Os dois eram feios e belos, mas nem sempre os opostos se atraem.
Assim, o viajante deixou a feia cidade das mais belas feias moças que conheceu em suas andanças pelo mundo como caixeiro-viajante.
(F.Fachini)
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3 pensamentos sobre “Uma cidade qualquer

  1. Fabiano, super bacana! Gostei de saber que você continuou com o projeto do Blog! Também gosto de ver esse exercício legal de escrita que está cada vez melhor!Parabéns!Você já leu as crônicas de João do Rio? Indico, acho que vai gostar.AbraçoCyntia Andretta

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