Conto: Jabuticabeira

Uma delícia. Saborosa. Doce. Um cheirinho de deixar qualquer um com água na boca. Foi a primeira fruta do pé de jabuticaba que produziu pela primeira vez. Fazia quinze anos que meu avô a plantara. Coincidência ou não, há quinze anos eu nasci.
            Essa fruta foi presente de meu avô. Ele a trouxe à mão. Mão calejada de uma vida dedicada aos trabalhos da roça. De uma humildade que só quem o conhece a compreende.
            Com a mão esquerda pegou à minha direita, com a outra, deixou rolar a jabuticaba suavemente – mesmo com calos que dedos me faltam para contar – na minha mão.
            – “É fruto de quinze anos de cuidado”.
            Uma frase que resumiu tudo. Que fazia pensar.
            Aquilo não era apenas uma jabuticaba. Trazia ensinamentos. Sim, olhos molhados eram os meus. Um simbolismo a faltar ciência para explicar.
            Toda família reunida disfarçava, por força da timidez, algumas lágrimas que corriam pelo rosto marcado pela alegria do encontro familiar.
            Nem medo, nem egoísmo. Mas desapego. Meu avô dedicara anos de cuidado, paciência e carinho para com aquela jabuticabeira que parecia não querer frutificar. Mas, no tempo certo, floriu pela primeira vez e deu frutos.
            Uma voz do fundo da sala veio como que cortar o silêncio:
            – Todo esse tempo você esperou ela dar fruto vô!?
            Sabedoria. Esta que só as pessoas com humildade e experiência de vida podem ter, respondeu:
            – Se eu tivesse medo de esperar e ficasse desacreditado que ela pudesse florir e dar frutos, talvez não tivesse esta fruta para saborear. Tudo e todos têm seu tempo de florir, de dar furtos. Oxalá descobrissem isso quando jovens.
(conto escrito a partir de uma reflexão de um quadro-mural, que falava sobre jabuticabas. A imagem é meramente ilustrativa, do google)

Carta de Dias das Mães

Hoje, domingo, dia 08 de maio de 2011, eu queria estar com minha mãe… lá em Santa Catarina.

Queria dar um abraço.
Um beijo.
E dizer “eu te amo”.

Sim mãe, EU TE AMO porque deu a vida para este seu filho.
É a luz e a união da nossa família.
É amor.
É paz.
É vida.
Vida gerada em teu ventre.

Lembrei de uma música, que tem uma letra linda para homenagear as mães.
Com meus amigos no colegial, 6ª série (se não me engano) apresentamos ela às mães na Igreja.
É de um cantor que quando pequeno ouvia lá na porta de casa, enquanto você cantava fazendo os trabalhos de dona de casa.

A música é Mãe, com Amado Batista. Lembra da Letra?

Mãe, tu és a conselheira dos meus passos.
A mais digna mulher dos meus abraços.
A dona do mais puro beijo meu.
Mãe, tu és o meu prazer na vida ou morte,
Pois me ensinaste a ter um braço forte,
E a construir a imagem do meu eu.
Mãe, tu tens em tuas mãos toda virtude.
Pois entregaste a tua juventude,
Pelo prazer de ter nome de mãe.
E eu, usei todas as palavras que disponho,
Mas na maior frase que a ti componho,
Existe algo ainda por dizer.
Mãe, tu és para a poesia uma meta.
A musa inspiradora de um poeta,
Que descobriu a fonte do amor.
Mãe, em ti eu vejo tudo que há em mim,
Por isso eu te digo que és enfim,
A imagem mais perfeita do que sou.
Mãe tu tens em tuas mãos uma virtude.
Pois entregaste a tua juventude,
Pelo prazer de ter nome de mãe.
E eu, usei todas as palavras que disponho,
Mas na maior frase que a ti componho.
Existe algo ainda por dizer

Depois dessa letra, só poderia deixar a canção de seu eterno e amado ídolo, o Rei Roberto Carlos: Lady Laura.

Feliz Dias das Mães, mãe.

Audiodescrição: um sonho possível

Iniciativa louvável!

Sempre há uma razão para viver

E a sua, qual é?!

Horas rápidas & Horas lentas

Já?
Já acabou o dia?
Algumas vezes quando nos damos conta o dia acabou.
Faltam horas.
Faltam minutos.
Não sobram nem segundos!
Parece que tudo corre, todos correm.
E o tempo não fica para trás, quer dizer, nos deixa para trás.
Porém, alguns momentos do dia o tempo pára!
Stop!!!
Sim, incrível não?
Reclamamos da falta de tempo:
“se tivesse uma hora a mais o dia eu daria conta”…
Pois bem, veja só como o tempo demora a passar quando mais queremos que ele corra:
  • dentro do elevador – em dobro de demora se você tiver apertado pra usar o banheiro;
  • para receber um aumento;
  • na presença de uma pessoa chata, sabe aquele chato da empresa? Com ele(a) o tempo não passa;
  • no consultório do dentista, aguardando ser chamado;
  • momentos embaraçosos: uma frase mal colocada, uma mulher encantadora, a pessoa especial…;
  • 11h47 à espera de sair pro almoço e não conseguir encerrar o trabalho;
  • 16h45 à sexta-feira;
  • segunda-feira no trabalho. Qualquer horário!;
  • Na fila do banco;

As maravilhas do mundo e da vida

Imagens, som, mundo, viagem, paz… tudo e nada.

Evangelho segundo o twitter

Aos amigos loucos pela nova tecnologia e conectados ao mundo das redes sociais e micro blogs… esse vídeo é ótimo.
Criatividade, fé e emoção

O que nos reserva a JMJ?

Um encontro de jovens do mundo inteiro deve ter um sabor especial. Tantas línguas, raças, culturas, costumes, jeitos e trejeitos, estilos, cores, sabores e amores.

A grande maioria em busca da fé, de um encontro “personal con Dios”, outros tantos na expectativa de descobrir o que realmente querem ou, até mesmo, em busca de um grande amor, de uma festa, de um passeio turístico.
Ao ler “Generación JMJ – 25 años de lãs JMJ – 25 historias personales” aprendi que todos os jovens tem seu espaço na Jornada. Desde os que já descobriram o sentido da vida, o chamado e a missão que lhe foi confiada, até aqueles que estão á procura.
Procura talvez seja a palavra ideal.
Procura de Deus; procura de ; procura da verdade; procura do sentido da vida; procura de um amor; procura dedescobrir (-se); procura de si mesmo.
Procurar… talvez seja essa uma das tantas oportunidades que a JMJ nos reserva. Procurar o verdadeiro sentido de nossas vidas. Descobrir nosso caminho.
Alguns dos jovens descreveram, no testemunho publicado no livro citado acima, que estavam desacreditados e desorientados quanto ao futuro de suas vidas. Muitos foram para a JMJ a convite de amigos, até mesmo para realizar ossonhos de uma avó – se mais jovem gostaria de estar na Jornada.
E assim, a partir de uma proposta vinda de fora, reconheceram a experiência de Deus em suas vidas ao se darem conta do amor divino expresso nos rostos e olhares das centenas de milhares de jovens presentes na vigília, nos encontros culturais e, principalmente, na emoção de encontrar um homem santo em vida.
As palavras do Papa envoltas da multidão de jovens sedentos da “procura de se descobrir” realizou a transformação em suas vidas.
O que nos reserva a JMJ de 2011 em Madrid?
Talvez seja descobrir o sentido da fé, seja reencontrar ou assumir Deus em nossas vidas.
Assumir o amor divino e, como disse o Santo Padre o Papa João Paulo II:
“no tengáis miedo de ser los santos del tercer milênio”

Mais no www.jmjcampinas.org.br

Baú de Histórias – Por um descanso perpétuo

Vista geral da Cripta na Catedral de CampinasPor um descanso perpétuo

A cripta da arquidiocese de Campinas e seus leitos de homens santos

Na época, Dom Barreto precisou de muitos esforços e da confiança nas orações para por em prática o projeto da construção da cripta. Os recursos à disposição eram limitados. Muitos fazendeiros e pessoas de poder da época eram contra o bispo, pois acreditavam que a construção da cripta descaracterizaria o projeto original da catedral. No entanto, a realização da cripta era muito mais do que uma obrigação a toda e qualquer catedral, era um sonho.Fruto da luta de um homem santo, a cripta da Catedral Nossa Senhora da Conceição, de Campinas, foi criada em 1923. Dom Francisco de Campos Barreto dedicou suas forças na batalha da construção desse espaço dedicado ao legado histórico de grandes homens da Igreja.

Com dedicação, a cripta saiu do papel e virou realidade em 01/02/1923. Construída com mármore carara, vindo da Itália, foi projetada com três metros de largura por oito de comprimento e três de altura.

Quem visita pela primeira vez a catedral, ou mesmo quem freqüenta diariamente o templo, não conhece a localização da cripta. Muitas vezes, o monumento dessas proporções passa despercebido pelos fiéis.

No altar da catedral, logo atrás da mesa da comunhão, está uma escada de 13 degraus que vai para o subsolo. As escadas estão cobertas por tábuas de madeira, aproximadamente 15 delas, que completam o piso da capela-mór e estão cobertas por um tapete vermelho. Imperceptível, quando fechada.

No interior da cripta, à esquerda de quem entra, vê-se nove carneiras destinadas aos restos mortais dos bispos. Destas, seis já estão ocupadas. As tampas das carneiras, pedras inteiriças de mármore, possuem pegadores reforçados de metal, que permitem a sua remoção nas ocasiões de enterramento. Em cada uma delas, está gravado em traço forte o nome do bispo e outras informações do homem ali sepultado.

A cripta é bem iluminada. Há também entradas de ar, o que deixa o ambiente bem arejado e ventilado.

Para quem entra na cripta, ainda de frente, há um pequeno altar, erguido sobre dois degraus, que completa a decoração.

O idealizador da cripta, Dom Francisco de Campos Barreto, tem seu restos mortais na Casa de Nossa Senhora. Na carneira da cripta, está a urna utilizada para transportar, na época, o corpo de Dom Barreto até a Casa de Nossa Senhora, onde recebe homenagem das Irmãs Missionárias, congregação da qual é fundador.

Agora, descansam em um sono eterno, na cripta, os homens de fé e ideais religiosos que nasceram ou foram bispos na Arquidiocese de Campinas. Quem visitar a cripta vai encontrar os seguintes nomes gravados nas pedras de mármore que guardam os históricos corpos desses grandes homens:

D. João Batsta Correa Nery (1863-1920) * (spiritus domini ductor – O espírito do Senhor é o condutor);

D. Joaquim José vieira (1836-1917) * (volutatem tuam – Ensina-me a fazer tua vontade);

D. Francisco de campos Barreto (1877-1941)* (dominus regit me – O senhor é meu condutor);

D. Joaquim Mamede da Silva Leite (1876-1947)* (omnia in charitate fiant – Que todas as coisa sejam feitas no amor);

D. Paulo de Tarso Campos (1895-1958)* (omnia in cristo – Todas as coisas em Cristo)

D. Antônio Maria Alves de Siqueira (1906-1993)* (in fide et lenitate – Na fé e na bondade).