Reflexões dos meus 28 anos

Os 28 anos chegaram! E em plena segunda-feira, como no dia em que nasci.

Minha mãe conta que no domingo a noite, após o jantar, começou a preparar as “trouxinhas”. O médico avisou que seria dia 23 o nascimento do seu primeiro filho. E, na segunda-feira, dia 23 (exatamente como neste ano de 2015) lá foram dona Ivone e Leodir para conhecerem o seu primeiro filho.

fabiano fachini - falaguriFilho que deveria se chamar Rafael, mas “não tinha cara de Rafael” e sim de Fabiano, conta meu pai.

Depois vieram meus dois irmãos: Juliano e Katiane. IRMÃOS especiais em minha vida, que ajudei a cuidar, depois vi crescer (um pouco), mas que não me distanciarei nunca.

E a vida dá voltas. Surgem novos caminhos, desafios…

Já são 14 anos que saí de casa para estudar em Caxias do Sul/RS;

A cidade de Campinas/SP já faz parte de minha vida há 10 anos;

Há 10 anos conheci uma mulher especial, que há 6 faz parte de minha vida e hoje é minha noiva;

Há 7 anos sou formado em Jornalismo, pela PUC Campinas;

Há 5 encerrei minha Pós em Jornalismo Literário;

Nesse meio tempo teve estágios, empregos, trabalhos, projetos, inovações, criações, viagens, desafios, aprendizados, perdas, vitórias… teve revista, jornal, sites, mídias sociais, rádio, TV, assessoria de imprensa…

Amigos, amigas, afetos e desafetos.

Dá pra avaliar, por numa balança? Não. Não dá.

Cada passagem tem seu valor único. Não dá pra “pesar” ou “medir” o que foi bom e o que foi ruim.

Mas aos 28 anos posso dizer que sou maduro ou experiente o suficiente pelo que fiz e provei, mas que ainda é pouco diante do que quero alcançar.

Talvez possa elencar 28 palavras… 28 frases… ou 28 mensagens que tenham significado especial ao celebrar 28 anos.

Mas acima de tudo isso… posso ser sincero e dizer que neste momento a idade não tem um significado tão forte. É mais um ano, ele vem e passa. Mas talvez tenha. Ou não.

Sim, pode ser confuso entender uma mente de 28 anos que a cada dia “se conhece” um pouco mais ou um pouco menos.

Mais que celebrar os 28 anos, acredito que o percurso até aqui deva ser celebrado. Tenho certeza que a preparação e o caminho até a festa é melhor que a festa em si. São as expectativas que nos dão vida!

Rostos. Olhares. Voz. Vez. Sonhos. Medos. Medidas. Sorrisos. Lágrimas. Vida. Morte. Paz. Amor. Triste. Feliz. Um. Dois. Mais. Menos…

Talvez seja a crise dos 28… caso essa crise realmente exista.

Só posso dizer que aprendi que precisamos (ou devemos saber que é importante):

amar a família;
honrar pai e mãe;
brincar com os irmãos;
ter amigos;
confiar;
sonhar;
comer coisas saudáveis, mas o chocolate, a cerveja, as frituras e o churrasco são sublimes!;
ler;
ver filmes e TV (algumas vezes até mesmo os programas ruins);
viajar;
entrar em discussões, especialmente quando for para apimentar e depois sair rindo;
rir de você mesmo;
gostar da segunda-feira;
trabalhar, pois o único dinheiro certo é o do trabalho (meu pai sempre diz isso);
saber o preço do Kg de sal (mãe, eu aprendi!);
escolher quem quer somar para estar ao seu lado;
tentar viver cada momento como se fosse único – este é um grande desafio;
ser criativo (no trabalho ou no café da manhã);
entender que o que se ganha JAMAIS terá o mesmo valor daquilo que se conquista;
não há problemas em perder o final de semana trabalhando;
sujar as mãos com terra é bom;
ouvir música faz bem;
andar de bicicleta é libertador;
tomar banho em um rio ou cachoeira lava a alma;
ver o mar;
ter paciência;
aceitar que erramos;
saber que precisamos fazer ou mudar, não significa que vamos fazer ou mudar;

fabiano fachini - jornalista - falaguriVou parar antes que esta seja intitulada a “lista da crise dos 28 anos”…

São apenas palpites, observações, sensações de alguém que quer muito mais do que já conquistou aos 28. Não que seja muito ou pouco, mas simplesmente quero mais.